terça-feira, 30 de novembro de 2010

Trabalho Final da Área a Ser Recuperada


ÁREA DE RECUPERAÇÃO
Histórico da Área
A cerca de 15 anos, a área foi ocupada por uma família criadora de gado leiteiro, e hoje apenas 12 animais ocupam o lugar e não utilizam este terreno em sua totalidade.

                                                                                    Vegetação
A área a ser recuperada está situada em um remanescente de  Florestal Ambrófila Densa Atlântica ocupadas com uma espécie de gramínea  forrageira exótica.  Há poucos fragmentos de floresta conservada próximo.

Recursos Hídricos
Os recursos hídricos dispõem da passagem do ria das Almas, de um açude com uma nascente e chuvas durante grande parte do ano com exceção do inverno.



                                                                                    MODELO
Após análise do terreno, optamos pelo Modelo Misto Diversificado, pois esta pequena área necessita de intervenção em massa, porém sem critérios rigorosos.
Identificamos o estagio seral e evolução desta comunidade utilizando vários métodos para obtermos o resultado esperado.






                                                                                    OBJETIVO
Visando uma recuperação nessa área optamos por utilizar uma parcela de cana-de-açúcar já existente no Sitio para a alimentação desses animais assim podendo diminuir a área de pastagem em 50%, nos restando 50% para recuperação (cerca de 2ha).  Das quais daremos prioridade para as áreas assoreadas e a para a área onde há uma nascente.
Area da Nascente (Obs: Solo extremamente compactado.
O objetivo desta recuperação é que o produtor obtenha lucro durante o crescimento da floresta.



Ocorrencia de assoreamento  
Degradação do sub-bosque


 
ESPÉCIES
cabeludinha
Como solo está compactado devido à pastagem, optamos pelo plantio inicial de feijão guandu  para que haja descompactação desta área a ser recuperada.
arvore-guapuruvu
A curto prazo, em quatro a cinco anos, já haverá produção de frutos com potencial econômico, como araçá, uvaia, cambuci, cabeludinha, grumixama, etc., além de sementes de espécies pioneiras, que têm crescimento rápido e vida curta. Em médio prazo, ou seja, em 10 – 15 anos, o produtor também obterá rentabilidade com a extração de madeira branca, como guapuruvu, tamboril e caixeta, além da produção de palmito juçara, cujos frutos podem ser aproveitados para a produção de alimento. Em longo prazo, em 30 anos, já haverá a possibilidade de produzir madeira nobre de alto valor comercial, como jatobá, jequitibá e guanandi.
grumixama
araça-vermelho
cambuci




uvaia














terça-feira, 16 de novembro de 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

João Marcos
Fabio Forti
Laura Faia
Rodrigo Augusto
As árvores crescem sós. E a sós florescem.






Começam por ser nada. Pouco a pouco


se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.






Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,


e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.






Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,


e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,


e os frutos dão sementes,


e as sementes preparam novas árvores.






E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.


Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.


Sós.


De dia e de noite.


Sempre sós.






Os animais são outra coisa.


Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,


fazem amor e ódio, e vão à vida


como se nada fosse.






As árvores não.


Solitárias, as árvores,


exauram terra e sol silenciosamente.


Não pensam, não suspiram, não se queixam.






Estendem os braços como se implorassem;


com o vento soltam ais como se suspirassem;


e gemem, mas a queixa não é sua.






Sós, sempre sós.


Nas planícies, nos montes, nas florestas,


a crescer e a florir sem consciência.






Virtude vegetal viver a sós


e entretanto dar flores.